A recepção d’A Matrona de Éfeso de Guilherme Figueiredo
DOI:
https://doi.org/10.24277/classica.v38.2025.1150Palavras-chave:
análise de fontes; Matrona de Éfeso; teatro; modernidade.Resumo
Priorizando a análise das fontes clássicas, mais do que os motivos contemporâneos para retomá-las, este artigo se debruça sobre parte da dramaturgia de Guilherme de Oliveira Figueiredo. Essa abordagem se reflete na obra de 1958 e em leituras críticas atuais, como a de Bianchet (2022), que destaca a representação feminina. Então, desde a década de 50 do séc. XX, o escritor citado se destacou pela escrita de suas peças de assunto grego, entre as quais encontramos A muito curiosa história da virtuosa matrona de Éfeso (1958). Depois de examinar como a crítica, jornalística ou universitária, tem recebido a contribuição de Figueiredo, coteja-se a peça moderna citada com seus modelos da Antiguidade. A comparação com seus predecessores clássicos – especialmente uma fábula milesiana do Satíricon de Petrônio (século I d.C.) – revela como Figueiredo reimagina a narrativa antiga por meio de sua abordagem teatral cômica.
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Referências
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