Entre o riso e a pólis
a crítica cômica de Aristófanes sob a ótica da História Cultural
DOI:
https://doi.org/10.24277/classica.v39.2026.1229Palavras-chave:
Aristófanes; Representação do feminino; Ética; Pólis; História CulturalResumo
Este artigo propõe uma leitura da peça Assembleia de Mulheres, de Aristófanes, sob a ótica da História Cultural e das teorias da ética e da performatividade teatral. Partindo da articulação entre discurso, poder e representação, a análise demonstra como a comédia antiga – especificamente no contexto da pólis ateniense – transcende o mero entretenimento para operar como um dispositivo crítico que problematiza as ordens simbólica e política. Através da paródia, da inversão carnavalesca e da presença subversiva do feminino, Aristófanes encena uma utopia cômica que desestabiliza as fronteiras entre o possível e o impensável. A peça é analisada, assim, como um artefato de crítica cultural que coloca em questão os fundamentos da cidadania, da racionalidade política e da exclusão social na Atenas Clássica.
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